Um Baiano em Campinas
O antigo lar
Quarta-feira, Setembro 20, 2006
Espero que você só tenha vindo aqui em busca dos arquivos, pois Um baiano em Campinas mudou de endereço faz tempo!
Se não sabia, vá lá:
http://baiano.wordpress.com
Postado por André Julião, às 3:53 PM

Quarta-feira, Agosto 16, 2006
Casa nova!
Quando o negócio tá feio demais, a solução é mudar tudo. Eu tentei ajeitar a casa. Reformei, dei um colorido novo, comprei novos móveis, deixei um pouco com a minha cara. Mas ainda estava pouco. Comprei uma casa nova! Siga-me,
venha conhecer o novo lar de Um baiano em Campinas.
Postado por André Julião, às 3:01 PM

Terça-feira, Agosto 15, 2006
Está valendo
Meu primeiro estágio foi na verdade um "esCRÁgio". Por mais que eu tenha aprendido, por mais que eu tenha feito ótimas amizades, não posso deixar de dizer que passei por algumas pressões e escrevi coisas totalmente contrárias às minhas convicções.
Mas valeu muito.
Agora estou fazendo um estágio, mesmo. Nem remunerado é, por isso não tenho obrigação de fazer nada. É como se eles estivessem me fazendo um favor. Ao mesmo tempo que, se eu for pedir emprego mais tarde, já me conhecerão (isso, teoricamente).
Está valendo.
Ontem foi meu primeiro dia neste jornalão e diria que foi bem movimentado. Quase não parei na redação. Mas também não escrevi nada. Hoje cheguei com pique para ficar até o fechamento, no entanto, não tenho NADA para fazer. Nada. Nenhum repórter saiu para que eu acompanhasse. Não me deram uma notinha sequer para redigir.
Daqui a uma semana vou avaliar se está valendo.
E tenho quase certeza de que vai estar.
Postado por André Julião, às 6:58 PM

Quinta-feira, Agosto 10, 2006
e o Mundo está girando
os casais tão namorando; Thompson queimando, no inferno se drogando; meus amigos tão tomando; os banqueiros tão lucrando; e eu aqui, me ferrando; nem no
call center "vou estar trabalhando";
meu micro está "lerdando"; as paredes estão mofando; a torneira está pingando; meu guarda-roupa se desmanchando; até os ácaros se mudando;
meus trajes estão se furando (as traças se fartando); minha acne está voltando; o barbeador está me cortando; minhas espinhas estão sangrando;
São Paulo está bombando; os detentos estão mandando; os pobres se conformando; a classe-média se apavorando; os ricos, pouco se lixando; os políticos estão mamando; nosso sangue, estão sugando (de Brasília já estão voando); o JN está acabando;
a bola está rolando; o Dunga convocando; os ronaldos, passeando; o São Paulo perigando; o Flamengo (ainda) comemorando; a inspiração terminando e o telefone tocando;
os heróis estão acabando;
e o Mundo está girando;
Postado por André Julião, às 8:31 PM

Segunda-feira, Agosto 07, 2006
A faca e outras histórias
:: Ontem fui a São Paulo fazer a prova para o
Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado do Estadão. Apesar da alegria provinciana de andar de metrô pela primeira vez, fiquei chateado porque não vi pelos corredores da Unip Vergueiros a galera do
jórna dando uma força:
Daniel Piza, Mathew Shirts, Antero Grecco... Eu e Renan já estávamos imaginando o Shirts desejando boa sorte com seu sotaque estadunidense, ou o Daniel perguntando se a gente leu o último livro do Philip Roth, ou mesmo o Antero (o que
caiu da cadeira) querendo saber para que time cada um torce. Entrando lá eu os demito.
:: Fui só para não me arrepender depois por não ter ido, afinal, tinha certeza de que era o ser mais alienado do mundo. Fazia quase um mês que não lia jornal, fora que nos 20 dias de férias sequer vi o JN (percebi que não perdi muita coisa quando vi o Bial começar uma matéria jogando uma bolinha de papel, sentado em uma carteira escolar). Mas minha descrença se transformou em esperança quando vi que
a prova estava relativamente fácil. Tranqüilo, fui fazer logo a parte escrita: redigir uma notícia de até 30 linhas com as informações dadas. Ao bater os olhos nos dados, dei um sorrisinho amarelo e me lembrei daquele ditado: rapadura é doce, mas não é mole. Estava tudo em inglês. Li, reli, e até que deu pra entender. Fiz o melhor que pude. Na parte de alternativas, acertei 37 das 50 questões.
Só depois lembrei que poderia simplesmente ter escrito
Chuck Norris.
:: Minha alienação durante as férias não foi maior porque lá em Porto estive num consultório odontológico. Só tinha revistão: Caras, Quem, Ana Maria... Então pude saber de fatos que mudaram minha rotina e meu modo de ver o mundo: "Luana Piovani e Dado Dolabela assumem namoro", "Bruno Gagliasso vai se casar". Hoje, no consultório da dermatologista, não foi diferente: "Madonna passeia com os filhos em Nova York", "Milene Dominguez passa as férias com o filho Ronald no Rio". Como pude viver até hoje sem essas notícias? É por isso que meu blog não vai pra frente!
:: Voltando para casa, pego pela segunda vez, em quatro dias, o ônibus alternativo cujos motorista e cobradora não sabem por onde passam. "É que a gente começou nessa linha hoje", disse a moça, na quinta-feira. Naquele dia eu disse: "Pára no próximo ponto, por favor". Chegando perto, a moça pergunta: "É aqui?" Devia ter respondido: "Não, vira a direita, depois pega o balão, vai reto, vira a primeira esquerda. Minha ca... digo, o ponto, é do lado da casa de esquina". Vinha parar na porta de casa pelos mesmos R$ 2,20.
:: Na fila do
check-in , quando eu voltava para cá, uma funcionária da companhia aérea perguntou: "Está levando algum objeto pontiagudo ou cortante?". Hesitei: "Não". Mas tomei coragem e completei: "Só minha faca do Rambo".
***
P.S.: Sobre o post anterior, a solução dos meus problemas veio bem antes do que eu imaginava (na verdade, nem esperava que viesse). Em breve estarei mudando de endereço e servidor. E nem adianta a
Globo.com me implorar para ficar. Pensei em mudar o nome do blog, afinal, já estou em uma nova fase de vida e de escrita há algum tempo. Manter ou mudar?
Postado por André Julião, às 8:18 PM

Sexta-feira, Agosto 04, 2006
Um blogueiro em Campinas
:: A volta à realidade
Acordar cedo, busão, faculdade, frio. Mas também, colegas, cinema, sebos e livrarias. É certo que, dada a falência em que estou - maior do que a da Varig, visto que esta arranjou quem a comprasse - não posso gozar da maioria dos benefícios da cidade grande. Tão degradante situação fez com que eu pensasse em algo ainda mais degradante, mas, até o momento, necessário: arranjar um emprego. Como sou muito folgado, quero que seja algo
light, que não atrapalhe meu Projeto Experimental.
:: O Blog
Apesar do meu computador estar funcionando a base de muita paciência e
resets, me dei ao trabalho de por o
Guia De Atividades Para Recém-Formados Sem Emprego na seção ao lado. Com este post, o bem-humorado e cerebral texto do jovem autor André Julião passa ao obscuro terreno dos Arquivos, e, entusiasta que sou dos novos talentos, deixo o Guia visível para aqueles que não acompanham a agilidade deste blog.
Sobre estes espaços democráticos da comunicação que são os blogs, li hoje, na biblioteca da PUC - para não ter que comprar na banca -, a
Época desta semana, que traz uma reportagem de capa sobre o fenômeno dos "diários virtuais" (indicação do
Inagaki que tem um excelente texto sobre o tema). Fiquei ainda mais angustiado por não conseguir melhorar a navegabilidade deste Um Baiano em Campinas. Na reportagem, há dicas para atrair mais visitantes para o seu diário virtual, e vi que ainda preciso de muito.
Quero já há algum tempo fundar um coletivo, cheguei a conversar com um blogueiro que chegou a ver as questões de domínio etc., mas ele desistiu e fiquei sem ninguém novamente, tendo de me conformar com meus parcos conhecimentos em HTML e total ignorância em
design. Não bastasse, me apavora a certeza de que, num dia ensolarado qualquer, a Globo.com vai apagar tudo porque não sou assinante.
A algum mecenas, ou mesmo a um simples entusiasta, que lê este post, ficaria muito grato se fosse ajudado a transformar isso aqui em algo mais interativo e navegável, com links individuais para cada post, classificação de posts por temas e sistema de busca, além do domínio próprio. Li que há algumas ferramentas no Google que podem ajudar. Pesquisarei.
Postado por André Julião, às 1:57 PM

Terça-feira, Agosto 01, 2006
Vatapá
Os orixás devem estar conspirando a meu favor. Pelo menos no quesito COMIDA. Não esperava que, depois de jantar acarajé ontem, fosse almoçar, hoje, vatapá, risoto e moqueca num restaurante self-service. Bom, o nome do estabelecimento já seria uma antecipação do cardápio: Recanto Baiano. Depois de comer uma imitação barata do prato num restaurante badalado, fiquei desconfiado deste, mas estava uma delícia.
Para a ocasião ficar engraçada, senta-se à minha mesa uma ninfeta (leia o post anterior), de uniforme escolar e tudo! Nem me olha na cara, nem pergunta se pode sentar-se à mesma mesa. Quando ela me deu um chute sem querer por debaixo da mesa, esperava pelo menos um pedido de desculpas - mas nem isso a criaturinha fez. Eu não disse que essas menininhas são petulantes? E ainda comete o desplante de comer feijão, arroz e bife à milanesa. Comida de criança, mesmo.
E agora que já embalei bem o camarão seco para levar (para o recanto baiano que é a cozinha da minha tia), arrumei a mochila, posso jantar mais tarde um caldo de mariscos no Nice's Bar. Aproveita, barriguinha, que a festa ta acabando...

Postado por André Julião, às 1:43 PM

Segunda-feira, Julho 31, 2006
A sutil (e necessária) arte de esnobar ninfetas
Que lugar show! Essa mini-saia não é linda? E essa blusa? Se meu irmão me visse com esse decote... Vou dançar, dançar, até que algum carinha venha e diga qualquer coisa que eu usarei como justificativa para beijá-lo. Já se for um cara mais velho, com pinta de inteligente, mas que não tem o cabelinho arrepiado ou não usa Von Dutch, vou fingir que estou dando bola até o momento em que lhe darei um NÃO. Hahahahaha!!!
Sou tão sensual, sou tão adulta. Um ser livre de preocupações, uma alma sapeca, que só quer curtir a vida. Carpe Diem (essa expressão eu lembro das aulas de Literatura). Amo papai e mamãe (dá pra ver pelo meu profile), mas quero mais é que eles se explodam, hoje. E agora vou pegar um cigarro e fumar, para que todos vejam como sou adulta, como sou fatal.
Com esses pacotes turísticos a preços tão baixos, todo mundo com mais de 17 anos já veio a Porto Seguro. E uma boa parte com menos do que isso também. Predominavam na festa que fui na sexta, adolescentes de 14, 15 anos. Meu Deus. Pensam que são adultos porque põem um cigarro na boca e ficam oito dias longe dos pais. E eu "sonhando" em ter DUAS filhas... Às duas da manhã eu já tinha notado como certos "sonhos" e 15 reais podem descer ralo abaixo em minutos.
Pensando algo parecido com o que está escrito nos primeiros parágrafo, algumas dessas "almas sapecas" se aproximavam de mim no espaço de música eletrônica (o DJ, por sinal, não manjava nada. Som ruim pracarai). A estratégia: primeiro dão uma olhadinha rápida. Aí continuam no campo de visão do cara, fingindo ignorá-lo. Dançam, falam coisas no ouvido das amigas, mas sem rir. Olham novamente, desta vez por mais segundos do que da primeira. O cara, coitado, se aproxima da ninfeta e fala alguma coisa. Ela se mostra solícita, conta alguma historinha, ri... Mas quando o pobre coitado parte para fazer o que pensou desde o início, ela o ignora friamente, ao que sai do local e dá risadas de galhofa junto com as amiguinhas.
Por isso que eu deixei muitas
na vontade nesta festa. Primeiro, porque eu não me meto com crianças para estes fins. Segundo, que eu odeio cigarro. Terceiro, que eu não posso dar a elas o gostinho de me esnobar. Quarto...
É muito bom parecer um CU DOCE às vezes! Então, enquanto um amigo me chamava de desanimado, dizia que eu não estava "chegando" em ninguém, me divertia olhando nos olhos de ninfetas que eu não pensava em "pegar". Sim, muitas são bonitinhas, mas antes que me esnobem, eu as esnobo.
Buahahahaha!!!
Amigo cueca, o
Cardoso não pôs este verbete no seu
Dossiê Fraude Sobre as Mulheres Das Quais Devemos Manter Distância, mas eu lhe digo: não mexa com a
ninfeta. Em último caso, mesmo que ela seja um doce de menina, você pode virar a mulherzinha da cadeia sem ter passado dos beijinhos com a sua Lolita.
E pagar 15 reais só pára ficar esnobando menininhas (ou ser esnobado, caso você prefira), aí não compensa. Por volta das duas da manhã eu já estava voltando da festa, lamentando pelas bohemias que poderia ter tomado com aquele dinheiro (no Nice's Bar seriam seis!). E espumando de ódio, com os dentes cerrados, eu repetia baixinho, incessantemente: "É culpa daquela agência de turismo".
Postado por André Julião, às 3:51 PM

Sábado, Julho 29, 2006
Uma candidata
E eu, desanimado com as eleições... Clique na imagem e saiba quem é Débora Daggy.
Postado por André Julião, às 8:12 PM

Quinta-feira, Julho 27, 2006
Da Austrália à Fnac
Caro
Bruno
Já faz um tempo, você pediu que eu listasse 10 coisas que tenho que fazer antes de morrer. Demorei para responder porque achava que não conseguiria relacionar, assim, DEZ itens. Mas li a lista do
Inagaki e me senti motivado. De uma relação de 15 itens, aglutinei uns, eliminei outros - que só havia posto achando que não chegaria a 10 - e aqui está o resultado.
1. Ver meus escritos reconhecidos.
2. Morar sozinho numa casa com varanda e jardim.
3. Me casar e ter duas filhas, cujos nomes não revelo por ter a certeza de que serei imitado, tamanha a beleza das alcunhas.
4. Entrevistar Zuenir Ventura pela segunda vez.
5. Ser fluente em inglês.
6. Passar pelo menos um ano entre Austrália, França e Portugal.
7. Fazer amor numa praia deserta do nordeste de dia.
8. Ir a um show do Iron Maiden.
9. Tomar banho de sol pelado numa cobertura.
10. Ganhar numa promoção "Pegue Tudo O Que Puder Em Uma Hora" na
Fnac.
P.S.1: Sei que o primeiro e, principalmente, o último item não dependem de mim, mas listo assim mesmo porque são meus maiores desejos.
P.S.2: Sei que não foi perguntado mas, depois de morto, gostaria de ser cremado e ter minhas cinzas jogadas no mar (da Bahia, lógico!). Caso não dê, que pelo menos gravem no meu epitáfio o seguinte: < / LIFE >
André
Postado por André Julião, às 1:34 PM